FORMAÇÃO AGENTES INCLISIVOS CULTURA VIVA ACESSÍVEIS

Ponto de Cultura Pérola Negra 17/07/2026 16:09 Ponto de Cultura Pérola Negra

Formação Agentes Inclusivos Cultura Viva Acessíveis reúne representantes da cultura, educação, esporte e sociedade civil em Uberlândia.
 

A promoção da acessibilidade e da inclusão foi o tema central da Formação Agentes Inclusivos Cultura Viva Acessíveis, realizada na noite da última quinta-feira (16), na sede da APARU – Associação dos Paraplégicos de Uberlândia. A iniciativa reuniu representantes dos setores da cultura, educação, esporte, assistência social, movimentos sociais e organizações da sociedade civil em um encontro voltado à qualificação de agentes culturais e ao fortalecimento das políticas públicas de inclusão.

A formação foi promovida pelo Ponto de Cultura Pérola Negra, por meio do projeto "Ligando os Pontos: Tecendo as Culturas", em parceria com o Ponto de Cultura Incluindo Arte e a APARU.

A ação integra o Edital SMCT nº 04/2026 – Fomento a Projetos Continuados de Pontos de Cultura, executado por meio do Termo de Compromisso Cultural (TCC) nº 97/2026, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) CICLO 2 . A iniciativa fortalece as diretrizes da Política Nacional Cultura Viva, promovendo ações de formação que ampliam o acesso à cultura, valorizam a diversidade e incentivam a construção de territórios culturais mais acessíveis e inclusivos.

Abertura destaca compromisso com a inclusão
A abertura do encontro contou com a participação da Diretora de Honra do Ponto de Cultura Pérola Negra, Andréa Bonifácio Camilo Borges, que ressaltou a importância da formação permanente como instrumento para ampliar o acesso aos direitos culturais e fortalecer a participação das pessoas com deficiência nas políticas públicas de cultura.

Também integrou a mesa de abertura o sócio-fundador, conselheiro, arte-educador e gestor cultural  E conselheiro do Ponto de Cultura Pérola Negra, Ronaldo Camilo (Zebra). Durante sua fala, destacou que a Cultura Viva tem como princípio o fortalecimento das comunidades por meio da participação popular, da valorização das identidades culturais e da garantia do acesso democrático à cultura.

"O direito à cultura só se concretiza quando ela é acessível para todas as pessoas. Precisamos construir espaços cada vez mais inclusivos, onde a diversidade seja reconhecida como uma riqueza da sociedade", destacou Ronaldo Camilo.

A mesa foi composta ainda pela presidente da APARU, Elismartas dos Reis Gonçalves Santos, que ressaltou a importância da parceria entre as instituições para ampliar ações voltadas à inclusão e fortalecer o protagonismo das pessoas com deficiência na vida cultural do município.

Especialista conduz formação sobre acessibilidade
A programação foi conduzida pelo especialista Pablo Almeida, profissional com mais de 12 anos de experiência na área da acessibilidade e inclusão. Ao longo da formação, apresentou conceitos, metodologias e experiências voltadas à construção de ambientes culturais acessíveis, abordando temas como desenho universal, comunicação inclusiva, atendimento humanizado e eliminação de barreiras arquitetônicas, comunicacionais e atitudinais.

A metodologia adotada privilegiou a participação dos presentes, promovendo vivências práticas, debates e momentos de reflexão sobre o papel dos agentes culturais na construção de políticas públicas mais inclusivas.

Participação plural marca o encontro
A formação reuniu um público diversificado, formado por artistas, produtores culturais, educadores, gestores, profissionais da assistência social, representantes de instituições públicas e privadas, estudantes, agentes culturais e lideranças comunitárias.

Entre os participantes estiveram a assistente social Vanuza Justino de Paula, a associada da APARU Ana Regina da Silva, o paratleta Bevindo Domingo Gomes, natural de Cabo Verde, que compartilhou sua trajetória de superação por meio do esporte, e Fernando Fernandes, que contribuiu para os debates sobre inclusão e participação cidadã.

O encontro contou ainda com a presença de representantes da República Democrática do Congo, além de integrantes de diversos Pontos de Cultura de Uberlândia e da região, fortalecendo o intercâmbio cultural e ampliando o diálogo entre diferentes territórios, experiências e saberes.

Fortalecimento da Cultura Viva
Ao longo da formação, os participantes destacaram que a acessibilidade vai além da eliminação de barreiras físicas. O debate evidenciou a necessidade de construir políticas culturais que garantam condições efetivas de participação para todas as pessoas, respeitando suas diferenças e assegurando igualdade de oportunidades.

Mais do que uma capacitação técnica, a Formação Agentes Inclusivos Cultura Viva Acessíveis consolidou-se como um espaço de articulação entre cultura, educação, esporte e inclusão social, fortalecendo redes de cooperação e reafirmando a Cultura Viva como uma política pública comprometida com os direitos humanos e a democratização do acesso à cultura.

Por meio do projeto "Ligando os Pontos: Tecendo as Culturas", o Ponto de Cultura Pérola Negra segue promovendo ações de formação, valorização das matrizes culturais brasileiras e fortalecimento das redes comunitárias, contribuindo para que Uberlândia avance na construção de uma cidade mais inclusiva, acessível e culturalmente democrática.

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